terça-feira, 19 de abril de 2011

RELATÓRIO DO 5º ENCONTRO DO GESTAR II DE LÍNGUA PORTUGUESA

LOCAL: Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto – Maracaju – MS.

DATA: 16 de abril de 2011                                                HORÁRIO: 7h às 12h

A Leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.
                                                                     Carlos Drummond de Andrade

  Aos 16 dias do mês de abril, na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação Cultura e Desporto, aconteceu o 5º Encontro do Gestar II de Língua Portuguesa, desenvolvendo as seguintes unidades:
Unidade 13: Leitura, escrita e cultura
Seção 1: O Letramento
Seção 2: Letramento e diversidade cultural
Seção 3: Conhecimento prévio e atividade de leitura e escrita na escola

Unidade 14: O processo da leitura
Seção 1: Onde está o significado do texto?
Seção 2: Os objetivos de leitura: expectativas e escolhas de texto
Seção 3: Conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto?

   Acolhi aos cursistas com a MENSAGEM – OS LIVROS. A cada frase lida, tecíamos comentários, dando-se ênfase à importância da leitura em nossas vidas e da responsabilidade que temos como professor em transmitirmos aos nossos alunos o prazer de transformação que um livro exerce sobre seus leitores.
  Em seguida, passei a eles slides sobre a TP4, comentando e explicando cada seção. Após, passei dois vídeos intitulados: Importância da Leitura e O que é Letramento? Ambos enfatizam a importância da leitura, pois através dela viajamos e imaginamos os personagens ao nosso bel prazer. Conhecemos lugares nunca dantes navegados, somos o vento, somos a nuvem, o sol, a chuva, o raio, o trovão, um belo dia ensolarado, um príncipe ou uma princesa, enfim, como é bom viajar pelo mundo encantado dos livros... Em “O que é Letramento?” Podemos perceber a diferença entre “Alfabetização e Letramento”.

  Prosseguindo, passei slides sobre Letramento e um vídeo – Letramento definido em forma de poema.
  Após um breve intervalo, retornamos com os Slides – Cátia – Compreensão Leitora e os vídeos sobre Leitura Essencial.
  Entreguei a eles o texto: Celulares – Só faltam dominar o mundo, passei então, os slides do mesmo e indaguei deles sobre: a que gênero textual pertencia o texto; narrador; personagens principais e secundárias.
  Em seguida eles trabalharam em dupla, utilizando o texto para criar e/ou construir um outro gênero textual.
  As inferências feitas pelos cursistas se respaldam no conhecimento prévio que os alunos devem ter do assunto do texto a ser trabalhado.
  Após o término do trabalho de produção, eles me solicitaram uma cópia destas atividades para poderem trabalhar com os alunos reutilizando-as em outros textos.
MAPEANDO O TEXTO:
1ª Leitura – Objetiva: Analisar a estrutura textual
  1. Qual gênero do texto?
  2. Como é construída a narrativa?
  3. Quem são os personagens?
  4. Como o diálogo é construído no texto?
  5. O espaço onde a narrativa ocorre fica claro?
  6. Tem como identificar quando o fato ocorre?
  7. O que diz o texto? Resuma o texto com suas palavras sem fazer inferências.
DEDUZINDO A PARTIR DO TEXTO
2ª Leitura – Inferencial: Levantamento de Hipóteses
  1. Por que o espaço não é definido? Podemos inferir que lugar é este onde os personagens estão inseridos?
  2. Por que o tempo não é definido?
  3. Por que não há descrição física dos personagens?
  4. Por que o personagem não tem nome?
INDO ALÉM DO TEXTO
3ª Leitura – Avaliativa: Reconstruindo os sentidos do texto
Ò      O que você entende sobre a teoria da conspiração citada no texto e de que forma isso se concretiza nas relações de poder na nossa sociedade?
Ò      Você percebe alguma intertextualidade entre este texto e outros textos literários ou não?
Ò      O celular que aparece no texto pode estar representando uma coisa maior que a relação do homem com o seu celular?
APÓS A LEITURA...
Ò      Seria ideal pedir reescritas deste texto utilizando outros gêneros – Sugestões:
Ò      Construir outra narrativa, com outros personagens.
Ò      Construir um artigo de opinião sobre inteligências artificial.
Ò      Criar uma história em quadrinhos.
Ò      Criar anúncios de aparelhos eletrônicos com inteligência artificial.
GRUPO 1
Ò      Considerando a temática trabalhada,  simule uma entrevista para uma revista informativa.
Ò      Esta entrevista deve conter: o resumo informativo sobre o entrevistado; perguntas, respostas e trechos a serem destacados.
GRUPO 2
Ò      Considerando os três temas abordados no texto apresentado, elabore um artigo de opinião.
Ò     
GRUPO 3
Ò      Considerando a problemática levantada no texto apresentado em sala, elabore uma história em quadrinhos.
GRUPO 4
Ò      A partir da análise do texto apresentado, elabore um outdoor.
GRUPO 5
Ò      Utilizando a temática abordada nas nossas aulas de leitura, elabore uma peça curta para ser apresentada aos colegas de sala.
GRUPO 6
Ò      Elabore um folder sobre uma exposição de arte que aborde o tema proposto. Crie o título da exposição, o nome dos artistas, uma síntese da exposição, data, local e hora do evento, preço, público alvo.
  Para concluirmos nossa oficina, relembrei-os de suas tarefas e solicitei que lessem as unidades 15 e 16 da TP4, para o próximo encontro. Pedi também, sugestões para o aniversário do Município, onde todos os Projetos desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, deverão expor seus trabalhos e/ou realizar uma amostragem com encenações ou apresentações das atividades desenvolvidas nas oficinas.
                         Professora Sonia Von Grafen – Maracaju - MS



segunda-feira, 4 de abril de 2011

     4º ENCONTRO DO GESTAR II DE LÍNGUA PORTUGUESA

Data: 02 de abril de 2011                                             Horário:    7h às 12h

Local: Escola Municipal João Pedro Fernandes

No dia dois (02) de abril, realizamos em uma das salas de aula da Escola Municipal João Pedro Fernandes, o 4º Encontro do Gestar II, desenvolvendo as Unidades  11 e 12 da TP3:
-  Tipos Textuais
·             Seção 1 : Seqüências tipológicas: descrição e narração
·             Seção 2: Sequências tipológicas: os tipos injuntivo e preditivo
·             Seção 3: Seqüências tipológicas: o tipo dissertativo

-  A inter-relação entre gêneros e tipos textuais

·           Seção 1: Gêneros textuais e seqüências tipológicas
·           Seção 2: Seqüências tipológicas em gêneros textuais
·           Seção 3: A intertextualidade entre gêneros textuais
·          
Inicialmente os cursistas foram acolhidos com a Mensagem “NOSSA SENHORA” do Roberto Carlos. Em seguida indaguei deles como havia sido o trabalho dos mesmos com seus alunos e estes expuseram que a maior dificuldade foi em relação ao tempo, porque são necessárias várias aulas para cada avançando na prática. O único cursista professor (homem), foi o que mais me surpreendeu, pois eu o convidei a participar do curso na véspera de abertura do mesmo e ele incorporou o processo, desenvolveu seu avançando e serviu de exemplo para os demais cursistas; demonstrou como se organizou e apresentou  seu material, bem como o trabalho desenvolvido com os alunos (produção, fotos, relatório). 

Na sequência passei a eles um vídeo sobre “Gêneros Textuais” (orais, primários e secundários), em seguida, Slides sobre Gêneros Textuais e Tipos Textuais, indagando deles sobre suas dúvidas, então, disseram-me que não conheciam os termos injuntivo e preditivo.
Após um pequeno intervalo, entramos no assunto sobre “Intertextualidade”, novamente passei slides reforçando e sanando suas dúvidas.
Entreguei a eles um conto: “A Máquina Extraviada” de José J. Veiga, onde foi feita a leitura e comentários. Passei um vídeo sobre o conto.
Agrupei-os, e através de sorteio, os grupos ou duplas deveriam elaborar um texto, fazendo a intertextualidade com o conto “A Máquina Extraviada”. 

Para finalizar nossa oficina, os grupos fizeram à exposição de seus textos.



Atribuí as tarefas para o próximo encontro.

 TAREFAS  PARA 16.04.11
- RELATÓRIO DAS UNIDADES 11 E 12 DA TP3, COM OS ALUNOS;
- TRABALHO COM OS ALUNOS;
-  ESCREVER UM MEMORIAL DO PROCESSO DE SUA FORMAÇÃO COMO LEITOR;(para o portifólio)
-  LER A TP4 – UNIDADES 13 E 14
-  LEITURA, ESCRITA E CULTURA;
- O PROCESSO DA LEITURA.
                                                                  Tutora Professora Sonia Von Grafen
                                                                   Maracaju,MS.

segunda-feira, 28 de março de 2011

3ª  OFICINA DO GESTAR  DE LÍNGUA PORTUGUESA – MARACAJU – MS.
Dia: 19.03.11                                              Horário: 7h às 12h
Loca: Escola Municipal João Pedro Fernandes
“ O que deixamos para trás não é o que gravamos em monumentos de pedra, mas o que tecemos nas vidas dos outros” (Péricles)
Dia 19 de março de 2011, ministrei a 3ª Oficina do Gestar II de Língua Portuguesa, em uma das salas de aula da Escola Municipal João Pedro Fernandes, no Município de Maracaju.
Acolhi aos cursistas com a MENSAGEM: OS SETE SABERES NECESSÁRIOS, e a mesma foi comentada pelos  presentes, levantado-se as verdades contidas nela.
Dando prosseguimento, passei a eles Slides sobre a TP3, unidades 9 e 10,explicando e os cursistas acompanhavam pelo livro.
Unidade 9 -  Gêneros textuais: do intuitivo ao sistematizado
- Seção 1: O conhecimento intuitivo de gêneros;
- Seção 2: Gêneros textuais e competências sociocomunicativa;
- Seção 3: Classificando gêneros textuais.
Unidade 10- Trabalhando com gêneros textuais
- Seção 1: Gênero literário e não-literário;
- Seção 2: O gênero poético;
- Seção 3: Uma subclassificação do gênero poético: cordel.
Em seguida, apresentei Slides sobre “Os Gêneros Textuais” do Professor Ewerton Rezer Gindri. Percebi, então, que os cursistas possuem conhecimento sobre o assunto, mas confundem gênero e tipo textuais.

Alguns comentaram que a teoria sobre gêneros e tipos textuais tem sofrido algumas reformulações, principalmente, na nomenclatura. Surgiram alguns questionamentos a respeito do conceito de intergenericidade e/ou intertextualidade, transposição ou retextualização , pois, embora os professores conhecessem textos que se utilizam da estrutura de um gênero e exercem a função de outro, desconheciam os referidos termos.
Em relação à classificação dos textos como literários e não-literários (utilitários), os professores cursistas não apresentaram dúvidas. Muito pelo contrário, enriqueceram a oficina com seus exemplos.
Após um intervalo, dividi os cursistas  em dois grupos, sendo que estes deveriam escolher um dos avançando na prática da TP3 unidades 9 e 10, e desenvolvê-lo. Disponibilizei material, e eles se organizaram. Um dos grupos escolheu a biografia e aproveitando-se da Coordenadora do Gestar II da SEME, Professora Silvana Carra Dias, que tem uma história relevante na Educação e na Política de nosso Município; entrevistou a mesma, escrevendo a sua biografia. O outro grupo se ateve à classificação de Gêneros Textuais. Em seguida os grupos fizeram a exposição de seus trabalhos.


Na intenção de auxiliá-los na produção de um Relatório, passei alguns slides com o passo a passo de como se  escreve um.
Em seguida, os professores cursistas preencheram os dados que faltavam em seus Curriculum Vitae, para que os mesmos possam ser atualizados e enviados a UnB.
Antes de finalizar a oficina, orientei os cursistas a estudarem as unidades 11 e 12 da TP3 e fazerem as atividades e escolherem um "avançando na prática" para aplicar com seus alunos.
                                                                              Tutora de Língua Portuguesa - Professora Sonia Von Grafen
                                                                              Maracaju – MS.

quinta-feira, 17 de março de 2011

     1º ENCONTRO DO GESTAR II – LÍNGUA PORTUGUESA
      Data: 12 de março de 2011-03-17   
      Horário: Manhã – 7h às 11h    Tarde: 13h às 17h
“Experiência não é o que nos acontece, mas o que fazemos com aquilo que nos acontece. " --     
                                                                                 Aldous Huxley

Uma sinfonia para obter sucesso depende de inúmeros componentes comprometidos, onde todos se utilizem de seus instrumentos para que haja harmonia, entonação e ritmo, caso falte um destes integrantes a sinfonia com certeza será prejudicada.
Assim, depois de adiarmos duas vezes a abertura do Gestar II, por falta de alguns dos componentes desta sinfonia denominada Máquina Administrativa, felizmente conseguimos agregar nossos instrumentalistas e realizarmos a abertura do GESTAR II no dia 12 de março de 2011, na Sala de Eventos da PREVMMAR, com início às 7h, onde estiveram presentes os cursistas de Língua Portuguesa e Matemática da Rede Municipal e Estadual, juntamente com os diretores e coordenadores.
Inicialmente, a Assessora da Secretária de Educação Adriana Minervini acolheu aos presentes ressaltando a importância do Programa para professores e alunos de nosso município. Em seguida, o Prefeito Celso Luiz da Silva Vargas saudou a todos, enfatizando que é parceiro de todos os programas do MEC, que visam enriquecer e ampliar o conhecimento dos professores, dizendo não medir esforços para investir nestes profissionais, pois só conseguiremos aumentar o IDEB se investirmos na Educação.


Logo após, a coordenadora da SEME, Silvana Carra Dias, responsável pelo Gestar II, cumprimentou aos participantes, apresentando aos cursistas os tutores: Professor Luiz Carlos dos Santos de Matemática e eu, Professora Sonia Von Grafen, de Língua Portuguesa, realizando também uma breve explanação dos objetivos do Programa.
Dando-se continuidade ao nosso 1° Encontro, passou-se a Mensagem – SABER E SABOR – oportunizando aos presentes comentar a mesma.
Em seguida, efetuamos a entrega do material aos cursistas conferindo-os; e passamos os slides da Apresentação do Gestar II, com objetivos de Língua Portuguesa e Matemática, explicando passo a passo como será desenvolvido o Programa; demonstrando quais serão as funções dos cursistas, dos coordenadores e diretores, dos formadores e do coordenador da SEME.
Aproveitamos o momento para ouvir os cursistas sobre o horário das oficinas, sendo que de antemão, elas acontecerão aos sábados em virtude dos professores cursistas ministrarem aulas nas escolas do Estado, todas as noites.
Optou-se pela realização das Oficinas de Língua Portuguesa e Matemática no mesmo dia e horário, em razão de termos professores que se deslocam da Zona Rural, assim eles podem utilizar o mesmo meio de transporte.
Por este motivo terei que alterar todo o cronograma de Língua Portuguesa, pois os cursistas preferem que cada oficina seja de 5h; iniciando às 7h com término ao meio dia.



Após um breve intervalo, dividimos os cursistas de Língua Portuguesa e de Matemática.
Feito isto, detive-me nas informações constantes no Guia Geral, passando slides e explicando.
À tarde retornamos às 13h com a MENSAGEM “PALAVRAS AO VENTO”.
Realizei com eles uma dinâmica intitulada: “Quem sou eu?”Onde eles deveriam representar-se através de desenhos.
Estipulei 20minutos e os cursistas, um a um expuseram seus desenhos, sendo que os demais deveriam descobrir o que estava sendo transmitido e no final o autor poderia concordar ou discordar dos colegas e explicar o que quis transmitir.




Foi gratificante, pois eles retrataram-se de forma espontânea e detalhada.
Após a dinâmica retomamos o Guia Geral, apoiando-me em slides, fui esclarecendo-os, salientando-os que deveriam lê-lo novamente, em casa, e trazer, anotadas, as dúvidas para a próxima oficina.
Entreguei a eles a ficha de cadastro para que a preenchessem, visando cadastrá-los no sistema.
Fizemos um intervalo e ao retornamos, passei os slides do resumo da TP3, solicitando que a acompanhassem com o seu livro. Retomei a divisão de cada TP – Número de Unidades e Seções.
Indaguei deles sobre “Relatório” e somente uma professora que se formou, em 2010 e que está em sua primeira experiência como tal, que manifestou não saber como fazer um relatório. Salientei que em nosso próximo encontro trabalharei com eles este Gênero Textual.
Reforcei sobre as atividades que os cursistas deverão desenvolver e solicitei como tarefa que lessem com atenção a TP3, para que já estejam familiarizados com ela em nossa próxima oficina.
No final da tarde, nossos instrumentos já estavam afinados e nossa orquestra disposta a contemplar nossos alunos com esta maravilhosa “sinfonia” intitulada Gestar II.

                                   Tutora do Gestar II de Língua Portuguesa.
                                   Maracaju – MS.





quarta-feira, 2 de março de 2011

TEXTO REFLEXIVO - INTERTEXTUALIDADE EM MOVIMENTO
As pombas
Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...

Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasceu em Barra da Magunça (MA), em 1859 e faleceu em Paris, França, no ano de 1911.
                           AS PALAVRAS

Vai-se a primeira palavra despertada...
Vai-se outra mais...mais outra...enfim dezenas
De palavras vão-se aos textos, apenas
Enfileirando-se pela noite enluarada.

E de madrugada, quando já intertextualizadas
Acomodam-se, as palavras, no texto serenas
Exprimidas, umas grandes, outras pequenas
Na Sequência Textual todas incorporadas.

Também dos livros onde adormecem
Os sonhos, um por um, calmas permanecem,
Como permanecem as palavras nos vitrais...

No azul do mar como barco, se soltam
Fogem... Mas ao cais as palavras voltam
Agregando-se então, aos GÊNEROS TEXTUAIS...

            Paráfrase do Poema As Pombas de Raimundo Correia (Poeta Parnasiano)
            Autora Professora Sonia Von Grafen


    Como se vê, na Paráfrase acima, é possível elaborar um texto novo a partir de um texto já existente. É assim que os textos "conversam" entre si. É comum encontrar ecos ou referências de um texto em outro. A essa relação se dá o nome de intertextualidade.

    “A linguagem e a vida são uma coisa só. Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive, e como a vida é uma corrente contínua, a linguagem também deve evoluir constantemente. Isto significa que como escritor devo me prestar contas de cada palavra e considerar cada palavra o tempo necessário até ela ser novamente vida. O idioma é a única porta para o infinito, mas infelizmente está oculto sob montanha de cinzas”.( Guimarães Rosa)
                                                                                   
    O renascimento de determinados textos acontece quando um texto retoma passagens de outro.
    Um texto de caráter científico cita outros textos, isto é feito de maneira explícita.      O texto citado vem entre aspas e em nota indica-se o autor e o livro donde se extrai a citação. 
   Num texto literário, a citação de outros textos é implícita, ou seja, um poeta ou romancista não indica o autor e a obra donde retira as passagens citadas, pois pressupõe que o leitor compartilhe com ele um mesmo conjunto de informações a respeito de obras que compõem um determinado universo cultural.
   Bem, eis aí a importância de ler sempre. Assim como as palavras de um texto não se juntam de forma isolada, os livros não são escritos ao acaso. Toda obra é fruto de influências contidas nas leituras anteriores de quem escreveu. O resultado é que as mesmas ideias, ou os mesmos temas circulam por aí na literatura do mundo, revestidos de roupagens diferentes segundo especificidades de época, autor, lugar...
   Basicamente, sempre que um texto faz alusão, cita ou dialoga com outro, temos uma relação intertextual.
   A intertextualidade não acontece, necessariamente, apenas entre textos escritos. Pode ocorrer entre linguagens diferentes também. Um bom exemplo é a polêmica em torno das comparações entre O Código da Vinci, o filme e o livro. São dois tipos de linguagem diferentes, mas tratando de um mesmo assunto, e que obviamente guardam relação de sentido um com o outro.
  A intertextualidade pode ocorrer basicamente sob duas formas: paráfrase e paródia.
  A paráfrase tem um sentido positivo. Ocorre quando um texto cita outro na intenção de reafirmar, reforçar, exaltar, concordar ou apropriar-se de seu significado para a construção de uma nova ideia. O melhor exemplo é nosso Hino Nacional.
(...)
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
“Nossos bosques têm mais vida”
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

  Vê as aspas? Os trechos envolvidos por elas foram retirados de um poema romântico chamado “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias. A exaltação ufanista da brasilidade, típica do início do romantismo, foi emprestada por Joaquim Osório Duque Estrada, para compor a letra do hino brasileiro, o que obviamente convém, pois a intenção do hino também é de exaltação.
  A paródia já significa o extremo oposto da paráfrase. É quando citamos um trecho no intuito de negar sem significado, polemizar com ele, criticá-lo, e, geralmente ridicularizá-lo. ( O Caceta e Planeta faz isso direto...)
Sem dúvida, o texto mais parodiado da literatura brasileira é a mesma “Canção do Exílio”.




  O texto apresenta um tipo de intertexto implícito, que requer dos interlocutores conhecimento do poema, para que haja compreensão do humor presente na charge.
  Pode-se dizer assim que, sobretudo, no ensino de língua portuguesa, os constantes desafios encontrados pelo professor são: compreender o texto como um produto histórico-social, relacioná-lo a outros textos já lidos e/ou ouvidos e admitir a multiplicidade de leituras por ele suscitadas.
  Tal entendimento do que seja texto evidencia a necessidade de trabalhar, em sala de aula, com vários gêneros textuais, usados em diferentes situações e com objetivos diversos: construir e desconstruir esses textos, ressaltando os efeitos provocados pelas alterações, criar intertextos, verificar o gênero textual e modificá-lo etc. Portanto, para realizar esse tipo de trabalho com a língua portuguesa, o professor precisa ter consciência da diferença entre saber usar uma língua, adequando-a convenientemente a contextos e saber analisá-la, tendo conhecimento de conceitos sobre sua estrutura e funcionamento e a nomenclatura gramatical pertinente.
  Atualmente, a escola enfatiza o trabalho da leitura e da produção de textos, tentando equilibrá-lo com a análise das estruturas da língua e com seu uso. Dessa forma, através da interação com vários gêneros textuais e o intertexto presente neles, o professor pode investigar a experiência anterior do aluno enquanto leitor de palavras e de mundo e seguir pistas deixadas pelo autor no texto para considerar também o implícito, inferindo, assim as intenções do autor.
  Então, o aluno, por sua vez, desempenha ora o papel de leitor, ora o papel de produtor de textos, ou seja, aquele que pode ser entendido pelos textos que produz e que o constituem como ser humano.
  O objeto de estudo deste trabalho, a intertextualidade, serviu para ilustrar a importância do conhecimento de mundo e como esse fator interfere no nível de compreensão do texto. Pois, embora o aluno-leitor não identifique o intertexto, vai entendê-lo. Mas ao relacionar um texto com outro, compreenderá o texto lido na sua profundidade e por consequência será capaz de refletir sobre o recurso adotado pelo autor para quando for compor textos. Dessa forma, na aula de Português, por exemplo, o aluno compreenderá que a intertextualidade é um das estratégias utilizadas para a construção de um texto. No caso específico da publicidade, quando utiliza a intertextualidade é uma forma diferente de persuasão cuja intenção é de levar o leitor a consumir um produto e de também difundir a cultura.


  Encontramos também, a intertextualidade nas histórias em quadrinhos.
      
                                       
  Enfim, a intertextualidade deve fazer parte do planejamento do professor de Português. Pois, afinal, é a cultura do país e do mundo que estão em movimento.  Cabe a ele, então, levar o leitor a reconhecer intertextos e a redigir utilizando também esse recurso, disponibilizando a eles, desde as séries iniciais, esta viagem ao lado da imensidão de gêneros textuais permitindo que interajam e que tenham discernimento para reconhecerem àquilo que os mesmos fazem inferência, ou seja, em que lugar desta viagem chamada vida que já se cruzou com este texto e/ou assunto mencionado neste outro e assim vão-se as palavras...uma a uma... formando esta locomotiva chamada texto.
                                                                                 Professora Sonia Von Grafen
                                                                                 Tutora do Gestar II
                                                                                 Maracaju – MS.

“O excelente educador abraça quando todos rejeitam, anima quando todos condenam, aplaude os que jamais subiram no pódio, vibra com a coragem de disputar dos que nunca brilharam”. (Augusto Cury)
ALMEIDA, Fernando Afonso de. Desvios e efeitos na produção de enunciados. In Boletim da ABRALIM. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2001.
AMOSY, R. Imagens de soi dans le discours. Lausanne: Delachaux, 1999.
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1986.
BENVENISTE, E. Problemas de lingüística geral. São Paulo: National Edusp, 1976.
BRASIL. Secretaria de Educação. Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC, 2002.
BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos. São Paulo: EDUC, 1999.
LEMOS, Cláudia de. Aquisição da linguagem [Minicurso]. Rio de Janeiro: UFF, 2001.
CUNHA, José Carlos. Pragmática lingüística e didática de línguas. Belém: UFPA, 1991.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
KOCH, I. A interação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1997.
SILVA, Maurício da. Repensando a leitura na escola: um mosaico. Niterói: EdUFF, 2002.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

                                                                                                                                                                        

                  
Atividades Gestar II – Língua Portuguesa
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE  MARACAJU
Professora Formadora: Sonia Von Grafen



                        GESTAR II – 2011 – CRONOGRAMA DAS OFICINAS
                                                      

DATAS
ENCONTROS
UNIDADE/TÍTULO
CARGA HORÁRIA
19.02.11

1º Encontro
1ª OFICINA
Introdutória
Estudo do Guia Geral
Duração: 4 horas (presenciais)
05.03.11
2º Encontro
2ª OFICINA
Introdutória
Estudo do Guia Geral
Duração: 4 horas (presenciais)
19.03.11
3º Encontro
3ª OFICINA
Oficina Livre –
 Gênero Relatório

Duração: 4 horas (presenciais)
02.04.11
4º Encontro
4ª OFICINA
Oficina 5 – TP3 – Unidade 9 e 10

Duração: 4 horas (presenciais)
16.04.11
5º Encontro
5º OFICINA
Oficina –
 Orientação de Projetos
Duração: 4 horas (presenciais)
30.04.11
6º Encontro
6ª OFICINA
Oficina 6 TP3 – Unidade 11 e 12
Duração: 4 horas (presenciais)
14.05.11
7º Encontro
7ª OFICINA
Oficina  - Livre
 Duração 4 horas (presenciais)
28.05.11
8º Encontro
8ª OFICINA
Oficina 7 TP4 – Unidade  13 e 14
 Duração: 4horas (presenciais)
11.06.11
9º Encontro
9ª OFICINA
Oficina 8 TP4 – Unidade  15 e 16
 Duração 4 horas (presenciais)
25.06.11
10º Encontro
10ª OFICINA
Oficina –
 Orientação de Projetos
Duração: 4 horas (presenciais)
02.07.11
11º Encontro
11ª OFICINA
Oficina 9  TP5 -  17 e 18
 Duração 4 horas (presenciais)
09.07.11
12º Encontro
12ª OFICINA
Oficina – Orientação de Projeto
 Duração 4 horas (presenciais)
30.07.11
13º Encontro
13ª OFICINA
Oficina  - Livre
 Duração 4 horas (presenciais)
13.08.11
14º Encontro
14ª OFICINA
Oficina 10 TP5 – Unidade 19 e 20

Duração: 4 horas (presenciais)
27.08.11
15º Encontro
15ª OFICINA
Oficina 11 TP6 – Unidade 21 e 22
Duração: 4 horas (presenciais)
10.09.11
16º Encontro
16ª OFICINA
Orientação de Projetos
Duração 4 horas (presenciais)
24.09.11
17º Encontro
17ª OFICINA
Oficina 12 TP6 – Unidade 23 e 24
Duração: 4 horas (presenciais)
01.10.11
18º Encontro
18ª OFICINA
Oficina 1 TP1 – Unidade 1 e 2
Duração: 4 horas (presenciais)
22.10.11
19º Encontro
19ª OFICINA
Oficina 2 TP1 – Unidade 3 e 4
Duração: 4 horas (presenciais)
29.10.11
20º Encontro
20ª OFICINA
Oficina Livre
Duração: 4 horas (presenciais)
05.11.11
21º Encontro
21ª OFICINA
Oficina 3 TP2 – Unidade 5 e 6
Duração: 4 horas (presenciais)
19.11.11
22º Encontro
22ª OFICINA
Oficina 4  TP2 – Unidade 7 e 8
Duração: 4 horas (presenciais)
03.12.11
23º Encontro
23ª OFICINA
Oficina  Avaliação

Duração: 4 horas (presenciais)
10.12.11
24º Encontro
24ª OFICINA
Oficina  Avaliação

Duração: 4 horas (presenciais)




ELABORAÇÃO DO PROJETO
Semanalmente serão atribuídas 4h de atendimento individualizado aos professores, para auxiliá-los na elaboração e aplicação do PROJETO, perfazendo 24h.



Projeto

O professor cursista deverá desenvolver um projeto para a finalização do programa, de preferência interdisciplinar, a ser implementado em sala de aula, apresentando a estrutura a seguir:

a)       Temática: definir um tema que possa desenvolver os conhecimentos adquiridos no programa  seja contextualizado à realidade de sala de aula.
b)       Problemática: definir uma situação-problema a ser focada mediante seu desenvolvimento.
c)        Fundamentação teórica: definir os conceitos e as teorias que darão base a todas as ações desenvolvidas.
d)       Objetivos: definir quais são os objetivos gerais e específicos a serem alcançados com a sua implementação.
e)       Metodologia: definir os passos a serem seguidos e os recursos materiais a serem utilizados para a sua realização.
f)        Cronograma: definir o cronograma de cada etapa de desenvolvimento e os seus respectivos prazos.
g)       Equipe de trabalho: definir as áreas de conhecimento envolvidas, assim, como os educadores participantes e as suas respectivas atribuições.
        o)    Avaliação: definir o processo de avaliação e os instrumentos a serem utilizados


QUADRO DEMONSTRATIVO DA CARGA HORÁRIA DO PROGRAMA

ATIVIDADES

ATIVIDADES

ESTIMATIVA DE TEMPO

1.Estudos Individuais

2. Estudos Coletivos – Oficinas



3. Lição de Casa

4. Elaboração do projeto
24 Unidades dos TPs (5 horas para cada Unidade)

16 Oficinas das Unidades
  2 Oficinas introdutórias
  2 Oficinas de avaliação
  (4 horas cada Oficina)

12 Unidades dos TPs (5 h cada Unidade)

Do início ao término do curso
120 h

  80 h




  60 h

  40 h


Total de Horas -  300 h


Para a realização das atividades previstas em cada TP, é necessário que o professor cursista dedique:

. Cinco horas por semana, fora do horário de trabalho, para estudo individual a distância do Caderno de Teoria e Prática.
. Quatro horas, nas datas previstas no calendário acima, para Oficinas, assistidas pelo formador de Língua Portuguesa.
. Quarenta horas  para elaboração do projeto de trabalho.